terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Walther PPK.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Aprendiz autodidata.
Calmamente selvagem distorcendo o que há
é quando um inseto surge e diz ao pé do ouvido:
“sua vida é uma merda”
“você é uma merda”...
seja forte, seja fraco, seja você
esperar não é querer
ceder não é desistir
os lugares estão carbornizados
te visto num nu estilizado
encaro teus olhos verde-aço
embaraço no coração
encalço da emoção
pedaço de céu impar na minha imensidão
aonde nada se pode ver, enxergo
uso a neblina a meu favor
sob dedos roídos desliza a totalitária inspiração
um protesto sem cor:
a desintegração de um ser humano
a construção do inanimado.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Aberração.
Sou uma aberração
Algo em mim é diferente
Cresci adquirindo fobias
Manias e manias
Aqui e ali
Pintado na parede
Imaginação de brinquedo
Meu próprio enredo
Passeando pelo inacreditável
Linha tênue entre invencível e vulnerável
Sou uma aberração
Algo em mim é diferente
Cresci e virei uma controvérsia
Estou entre cubos de gelos e amnésias
Tenho esse “dom” de tocar um sentimento
E trazê-lo para dentro de mim
Consumido pelo já consumado
Ainda mais instável
É possível ser mais clichê?
Soul de alma
Soul de alma
Soul de alma
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Emoções doentes.
E então nossos relacionamentos podem ser iguais
Narcisistas e espumantes na sarjeta
Entrelaçados em pedaços sem nó
Tão normais que passam despercebidos
Incolores amigos coloridos
Perdidos em uma micareta de emoções
Sensação do não viver...
Alguém tem que ceder...
Lá vamos nós nos cortar novamente
Ficar nos sonhos baixos, ralando o chão
E eu soul o melhor em sentir dor
Só existe uma fechadura, só uma
Já posso até sentir o fedor
Eles te perguntam se “está tudo bem”
Estou cansado de ser doente
Isso me faz chorar, me faz desmoronar
Deixar tudo pra trás
Montar uma oficina da minha loucura
Sentir e sentir
A vida sem estrutura
Não quero morrer, quero matar a minha dor.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Gestação.
Dos penduricalhos de mim, que faço relicários pra você:
Quando te beijo, eu giro, rodopio
Quando os olhos se encontram, eles se masturbam
Nus, eles se insinuam
E mais...
Enquanto me debatia nas sombras nostálgicas
Pleonasmos malditos e antenados
Dormiam ao meu lado amarrados
Dormiam ao meu lado amarrados
Há tempos atrás, isolado
Abandonado e drogado
Deitado no chão, olhando o teto sem estrelas
Desacreditando de “Marias Madalenas”
Viciado apenas nos meus dilemas
Eu já odiei todo mundo, assim como você
Eu já me odiei, assim como você
Nossa comunhão é deixar transparecer...
Amém.
À distância eu já sabia
Minha canção preferida
Minha melodia sensitiva
Beijos que causam paralisia
Amor, esse trilho de nuvens doces
Tirou o lodo dos meus olhos
Espreguiçou-me
Numa eterna manhã de sábado
A viver, permito-me
Imagine tudo e mais...
Estamos em tempos de paz...
Te amo pelo que você não é
E amo o modo como você me ama.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Passo a Passo.

Dentro de mim: uma roda gigante desgovernada. Fora de mim: olheiras desenhadas por lágrimas. O que me trás aqui? Qual é meu papel nesta anarquia da existência? Eu nasci ou fui feito? Porque aqui e não em outro cenário? Estou entregue e nada faço, por quê? Meus gostos, hábitos e gestos ainda continuam sem graça, a cada dia me torno mais alienado e convencional. Isso é fato. Será culpa do mundo inescrupuloso e sujo? Ou estou colhendo o que eu mesmo plantei?
Os sonhos estão morrendo, a realidade padecendo. Acho que vou para o inferno, tenho medo. Nunca fui o tipo polido pela integridade, pelo contrário, sou aquele especialista em tirar as pessoas do sério, que fala quando não é chamado, campeão invicto em brincar devagar e sorridente com a própria existência.
Fechar os olhos é uma viagem astral, fácil render-se a primavera colorida e depressiva da Granja Viana. Abro a janela, vejo todo o verde que se pode enxergar: penso, releio, ando em passo ritmado, por entre as portas só piso com o pé direito. Tenho manias e desvios mentais desde meus 9 anos, acho que daí vem toda a minha facilidade de isolamento e contradição.
Minha cabeça tem um ritmo vezes acelerado, vezes lento. Hoje ela é um misto dos dois. Por isso revolvi caminhar sobre as ruas esburacadas e mal asfaltadas do bairro. O sol está tímido, mas insiste em mostrar sua luz, parece comigo: um fraco corajoso. E, ás vezes, decidido.
“Doença, doença, doença...”, “você é fraco, fraco, fraco...”, “sim, sim, sim...”, “não, não, não...”, “morra, morra, morra”, “calma, calma, calma”, “fraco, fraco, fraco...” “PRO INFERNO!”
A mente não se aquieta. Seria melhor deixá-la de lado? Mas como? Só quero o melhor a todos a minha volta, eu JURO DO FUNDO DA PORRA DO MEU ESTOMAGO INFLAMADO. JURO E CHORO...E DÓI!
De passo em passo vejo que o mundo sofre de cegueira optativa, o homem é um escravo de si mesmo, incapaz de ver o futuro baseado na ciência, mas que mesmo assim busca prevê-lo através de métodos espirituais. Cansei de tentar em entender, deixo levar...
Vou mais longe. Penso em toda dor que causei, nas merdas insanas que falei, nos pedaços simbólicos que arranquei. Se arrependimento matasse, não adiantaria nem a esse que vos escreve ter mais de 7 vidas.
A caminhada para por um segundo. Vejo o paradeiro da minha infância. Sob o olhar do céu, iluminado pelo sol, agradeço por estar ali planejando o inesperado, me reencontrando com meu passado, tendo de volta meu riso. Nem que por alguns segundos, os mais valiosos.
Antes de entrar, em mim surge uma timidez, mais conhecida como medo do inesperado. Alguns passos descalços sobre a grama, não lembro se entrei com o direito ou esquerdo, a terra fria penetrava a sola dos meus pés, a cabeça estava pronta, o corpo pedia um momento de inovação.
Paro sobre o lugar onde costumará refletir. Uma trilha bem ao fundo de uma mata pouco explorada, lá uma ponte de madeira fina ajuda na passagem sobre um riozinho que ainda vive com o mesmo barulho doce e marcante. Novamente fechos os olhos, e como um autor de ficção, me sinto o rei do meu pequeno mundo.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Por uma vida com gosto de Coca-Cola.
Irmão, cópia serena de mim:
admiro-lhe com a força do gênio
conheci tua grandeza ainda pequeno
com a mão sob o berço
acompanhado da sensação do crescimento
Envolto no meu ser sendo o que é
nosso pensamento é película
o que nos move é expressão
cada movimento, um sentimento
como e com você, nada é em vão...
Evapore tuas lágrimas, faça delas energia
levante-se veja o dia
sai da rotina, isso é vital
e lembre-se sempre:
nossa ligação é espiritual...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Chuva ácida.
É tempo de se aprofundar
brincar com a existência
ir até as entranhas d’alma
viver sem penitência
me tacham de louco, de lunático
não me importa, até gosto
me sinto menos estático
e mais intrépido
E agora, garoto anêmico!?
Somos só nos dois
Como feijão e arroz...
A cabeça é um deserto em plena inundação
é possível enxergar entre as fendas
estamos perdidos na perdição
mas, resisto, sigo: movido a emoção.
E se, se...eu der um passo pra fora de mim mesmo!?
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Infecção Sentimental.
São dez e vinte seis. Meus olhos estão vidrados na violência, a força se foi, sobraram só pedaços e com eles amarro as mãos e seduzo la imaginação...
Fez-se o poeta.
Nórdico
cabra da peste
bebum sorridente
pedaço celeste
ideologias quebradas
(des)concretizando tua ira
a mais anárquica simetria
até parece filosofia,
mas é poesia
Pego!?
Eu ou meu ego?
pergunte-se se for capaz
desafie-se,
chore,
demore, (pra responder!!!)
mande a merda
cague sua própria regra
Mas por favor, viva
nós... é, nós,
precisamos de você
dançando feito retardado
vejo reflexos do medo
o que há de errado em ser si mesmo?
quero ir mais pro fundo
quero mais seguro
quero um instante de segundo
a rotina é o que mata todo dia
dores fortemente localizadas
nascido sob uma maldição
cresceu enfrentando a guerra
vendo a vida impor a condição,
sentimentos incuráveis
males maleáveis
todo vício é intocável
nós precisamos de você
somos dependentes do seu cheiro
nós em vós
um só, ser
o que é...
Tudo mais. Nada mais.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Suicídio Social.
Estou morto e há venda
Tirando meu lucro, tudo é uma grande doença
Vejo vielas enviesadas, ruas indiscriminadas
Paredes pichadas, ideias enterradas
Sinto o toque bipolar do universo
No inverso do verso de todo sentido
Omitido...
Mais pesado que céu
Mais leve que o vento
Soul a exceção da regra
A parte que degenera
Minha versão é sem cortes
Ousada e remasterizada
Fluente no descrente
Pare e pense
Salive seu instinto animal
E viva
Suicídio Social
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Velha casa Nova.
Tudo acontece tão rápido
Essa sensação que não me deixa
Já posso ser considerado fugitivo
De mim mesmo
Um fugitivo do destino
Na estrada de sol e solidão
O ritmo do inferno
Calor e violência
Perdido em perdição
E transbordando emoção
Pedaços do seu toque bipolar
Beijos em flores amanhecidas
Rabiscos e paredes feridas
Você é o resto que as outras pessoas não tem
Quando voltar
Vou exibir meu sorriso divino
E não verá mais um menino
Não verá mais um menino
Não verá mais um menino
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Envelhecer.
Fecham-se as portas com o dever da negação. Outras se abrem com o poder da omissão.
A palavra, feito ferro e fogo, não tem limites e é precisa na sua missão.
míssil teleguiado
relâmpago de arenque
porre de emoção
criança carente
adeus
dente leite
Eu soul meu próprio folclore, conto histórias para eu mesmo dormir.
Eu soul, eu era, eu fui
A apatia em pessoa
Destoa
Naquela noite de 95
Insulto no escuro
Instinto
Desatento
Eu soul um tributo, não duro um minuto.
Eu soul, eu era, eu nunca fui
A apatia em pessoa
Destoa
Naquela noite de 95
Invadiram o ninho
Tocaram o sininho
É a nua madruga, a porra do seu lado obscuro grita.
Saiam do esgoto, a revolução começou!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Mútua.
Abrace-me, minhas lágrimas vão nutrir você
Toque-me, não estou de mau humor
Sinta-me, soul uma sensação
Agrida-me, soul o melhor em sentir dor
Plagie-me, viaje nessa direção
Voadoras imaginárias passam pela minha cabeça
Aquele garotinha emburrada e amargurada
Esquecida no banco do carro
Por alguns segundos moldada de segundas feições
Seus pensamentos em forma de corrimento
Melados, tocantes e mirabolantes
Num vai e vem gostoso e proibido
Úmido e não humano
Prazer que toca o tutano
Dedos em doses de desejo
Gemidos de violência
Colapso mental,
O frescor demência
Amena, agrada e deleita
Mais forte que suas pálpebras
Alma que rega o corpo
Escopo de felicidade.
A vida começa agora.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Triplo sentido.
alguma coisa, algo no ar
impede o menino de gritar
é uma negação do que era antes
“me olhe, me escolha, me perceba”
é inevitável não notar
e agredir os sentidos mais mínimos
com dedos mindinhos
vestido com seu libido em posição fetal, pequenino
coletando inspiração para respirar
nos corredores sombrios e sem esperança
nem um milímetro de confiança
falava-se que “ele olhava o vazio, que seu olhar era perdido”
ele acreditava “admirar e viver o infinito”
ele gostava de perder, mas não de ceder
era pretérito conjugado no futuro
seu tempo era relativo e instintivo
sozinho, via a forma do espírito
formalizava suspiros
implodia o próprio estar
para se materializar
era o triplo sentido em pessoa
- Quem ensinou você a espetar meu coração!?
terça-feira, 14 de junho de 2011
Oco.
vontades esgotadas e socos na parede
liberdades poéticas maltratadas
ela é a forma da minha alma materializada
é o destino raro com cheiro de amanhecer
calma
magreza angulosa,
alguém tem que ceder
de mãos dadas e cabeças ligadas
se forma o sentimento
e esse é momento...
o amplificador está ecoando
etílico e drenado num porre de ilusões
e eu que nunca errei em sentir dor
agora tenho medo,
quero sair desse pesadelo,
por inteiro
toque em mim,
sinta desespero e apresso
suor da madrugada,
olhares nostálgicos
pedaços escatológicos
e um coração arrebentado
há 10 anos tento sorrir em meio ao mar de lixo
desculpe-me, falhei.
Eu quero um anestésico.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Caligrafia da Alma.
Madrugada a dentro, inalo teus sonhos e deságuo na tua pele veludo-azul. Leonardo, o poeta, brinda a noite com seus olhares implícitos a sua prometida Alessandra, a bonita. TV ligada em segundo plano, menos dinâmica, ilumina o que resta do seu serial killer preferido e enrustido.
Por incrível que pareça o sofá pode ser mais confortável que parece, mas só em uma sexta-feira. Horas e chocolates, impossível contar. Leonardo, o abstrato, desenha os sonhos de sua amada na camada restante da realidade, sóbrio, porém inconsequente.
Após a meia noite o silêncio se instalou, sinto-me lisonjeado, mais do que qualquer elogio banal do ser humano mais hipócrita. Ela está aqui, Alessandra, a sonhadora, ainda bem. Mais que bem...Ô, meu bem!
Amo-a mais que mim mesmo (e que o amor), ainda mais que isso. Não se pode medir, mas é possível sentir, como algo que nasceu para ser. Alessandra, a cura da minha anomalia, sonha dormindo e eu acordado. E para nós é o que importa.
Leonardo, o infeccioso, briga internamente para domar a si mesmo. Encontra no amor, o refúgio da sua dor. Assistindo a noite, o sofá nos engoliu e a vida é mais branda aqui, no nosso ninho. Pedacinho da gente.
É junho, o frio esquenta o canceriano. Leonardo, o clichê, toca os rostos e, quase com o poder auto-cura, alivia, como nunca antes. Aleluia, não dói mais levantar e ver as luzes invernais sacudirem o espírito.
O clímax é seguir em frente, mas com ela é sempre diferente. Alessandra, a simetria siamesa, mostrou ao ex-menino o verdadeiro significado de dormir com anjos.
As vezes é preciso crescer para acreditar em fantasias da infância.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Mosh.
Highland Malt, cigarros e implosão mental
confuso e-feito poesia
simetria
aqui perfeita,
enfeita
os adornos da perdição
brinco com a vida,
porque
estamos há 1 segundo do desconhecido
então
o que vale mais:
meia verdade ou uma mentira bem dita?
odeio premissas e pressentimentos
por favor, não diga mais uma palavra
tenho anemia pública e privada
tudo gira e vai embora
evapora
ô-dor.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Idioterne.
um dia não pode ser mais um
de tão raro você nem nota
de tão próximo fica invisível
de tão nítido vira enrustido
e...
estou apaixonado por tudo que não lhe interessa
nunca alguém buscou minha essência
as minhas palavras falam mais que eu
nunca ninguém notou minha falta de consciência
a minha verdade não dói
dos seus olhos nasce um sorriso diferente
nascente de felicidade,
instantâneo baque,
olhar cruzado em fototerapia
A M P L I A
meu jeito de ser
mais perto da violência do que da genialidade
a revolta é minha, fui eu quem começou a guerra
na sala de espera, você aguarda o mundo mudar
moral da história:
surpreender é preciso.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Aonde estou.
De todos os meus gritos interrompidos, o que mais gosto é esse. Carregado de desejo mórbido e uma forte excitação, dotado e vibrante em apenas não fazer nada.
Despercebido até pela chuva, isolei-me para chorar. As lágrimas clandestinas escorreram e não apagaram meu incêndio. Me apego nos meus gestos, me escondo na minha ambiguidade e padeço, eventualmente, incontrolável.
Gosto de ver como as pessoas questionam e encarram o mundo, não que eu goste delas, só alimento meu subversivo as observando.
Imagino que o céu é só meu, assim respiro, um pouco mais tranquilo. O vento invade a alma e no rebuliço sai poema, sai poesia e até a malacabada prosa mimosa.
A sociedade de tão complexa me inspira, e eu de tão simples me limito a poucas palavras com meu ego. É o meu carpe diem, meu “saúde!” após o primeiro brinde de sexta-feira.
Preciso não viver, sentir a vida. Por o dedo infeccioso na ferida, causar desconforto para depois sentir a brisa. Punk porra: Kurt Cobain, Bakunin e todos pixadores que acham o vandalismo algo divino e revigorante, são minha fonte. E mais...
Embebido, me tornei destemido. Em pausa, a cachaça, me subiu a mente feito “fuguete”, me fazendo pensar e iluminar melhor. 1,2,3. Toca-se o foda-se e minha bateria é imaginária.
O que dizer? Adoro o contra-baixo endoidado e adocicado com um vocal descotroladamente amplificado.
Nada além do óbvio. Eu sou feio e você também.
E nada seria o que é sem o mar azul que me acorda todo sábado de manhã.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Ler para Ouvir.
a seiva escorre lentamente
observo-a,
é tempo de colheita
espreita em mim algo bom
...é o som
dos pássaros e dos meninos
e dos latidos da puberdade
ainda aqui, ainda que
nesta idade,
abdiquei a vaidade.
persisti na minha loucura
e tornei-me um Sábio,
germinado e latente
em solo improdutivo
soul motivo,
ação pós reação,
a emoção
em pessoa
que destoa sua realidade.
É o suficiente ou basta!?
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O Pleonasmo de Leonardo.
Enxergo dentro dos teus olhos, mesmo longe. E assim me sinto menos esquisito e mais isolado. Endiabrado na leitura labial dos pensamentos, meu bloco me acompanha e nele timbro ideias, maluquices e aforismos.
Intensidade elástica, ansiedade que quase mata, mas só deixa um pouco caótico. Tudo bem, posso esperar sem morrer de tédio e viver mais um pouco do ócio.
Na minha gaveta de velharias, rabiscos e rastros do passado, um desenho em sangue inacabado, restos imortais de quem soul. Ajoelho-me perante minha bagunça estática, estou seco, portanto sem lágrimas.
Quero mais é me encharcar de amor, desaguar dos teus olhos até o chão, feito queda da mãe água e boiar sob nossos pensamentos pares.
Ao mundo, do fundo do meu estômago nauseado uma rajada de felicidade violenta!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Peixe no liquidificador.
esbórnia.
te vejo pelas telas,
intrínseco,
sensível e cortante,
como vidro,
maldito e condenado
empalhado na parede,
deitado na minha rede,
tenho fome e tenho sede:
coceiras intergalácticas,
manifestações asiáticas,
pensamentos estáticos,
maldita fumaça fanática,
que morra a gramática!
estar aqui –visto por esse ângulo - é senil
entre no clima e acaricie seu ego
quero ser uma estrela,
só para ser aceito na sua constelação,
sem maldição, com emoção
o amor é – nada menos - que uma colisão,
emoção superando a razão.
o tiro saiu pela cabeça
para quem tem estômago
e esôfago de sobra
é um prato cheio.
será que ela me ama como me odeio!?
terça-feira, 12 de abril de 2011
Quase vivo.
Amo-a! Com toda força e imaginação. Destoa a realidade, cobrindo o preto com vermelho, drenando dois corpos por inteiro e extremo é o sentimento vazando de nossas cabeças insanas e voadoras.
Em lenços e lençóis claros, um olhar pisciano, uma piscina de fluidos e instintos. Na superfície da derme, calor e arrepio, tudo em dobro e “infinitidecional”.
Na cadência dessa carícia é fácil anotar o inexprimível, sinto desejo no seu toque bipolar de amor e paixão. Tento descrever esse momento, mas ainda não inventei a palavra.
Sobram beijos e olhares que inflamam o fogo do espírito e fazem os corpos gritarem em Sol maior “SIM, ESTOU VIVO, PORRA”.
Uma lágrima escorre pelo meu rosto, está chovendo.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Espancar pra valer II.
Coquetéis com pinga e molotov
nem a esquerda, nem a direita,
muito menos ao centro,
o mundo me descentraliza
o ser humano,
hospedeiro
e nada hospitaleiro
é maldito por natureza.
Cansei, fui...
POESIA PORRA!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Serenata surda muda
foda-se
este mundo vive entre aspas
soul um travessão agressivo,
corrosivo
e escrito no seu muro
bombando e babando
direto pro coração
ação da desgraça,
hardcore sense,
Pense...
voar, acontece
viajar, sempre
Não me importa nenhum de vocês, mas voxê sim
quinta-feira, 17 de março de 2011
Realidade aumentada.
e sei que;
viver é uma doença incurável
e estar vivo é estar vulnerável
respirar, de fato, custa caro.
E como.
terça-feira, 1 de março de 2011
Mundo mudo.
você ganhou
uma opinião grátis
e estou
ao redor dos teus olhos,
vendo
dois poços
imensos
e
inundados
de
prazer.
De volta ao meu destilado
é leve o paladar das palavras,
estradas
inteiras,
caminhos
de
devaneios,
escanteios
da rotina.
Uma ideia transcedida
e transmutada
pra vida
é
o que ela é,
poesia.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Impares pares imperfeitos
no meu contorcionismo suicida, “eu quero que tudo vá pelos ares”
num tom unicamente agressivo e ainda “ Menino”
agora tudo faz sentido e é parte das “Love songs”.
Desde que você me ensinou a fórmula das estrelas,
toquei as adjacências do seu rosto com pura poesia
e lhe dei meus beijos com gosto de anarquia.
É real e irreal,
ao mesmo
tudo, tudo, tudo
no mesmo sentido do sentimento
Você e eu somos impares pares imperfeitos,
desfeitos e refeitos num lençol vivo-vermelho
e estamos fugindo em simetria, rumo ao nosso destino
desconhecido, umedecido e sensitivo
como a gente sempre quis
a vida, realmente, pede bis.
Ainda bem que você existe, pra me lembrar que posso ser puro.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Com o Diabo ao seu lado.
- “É isso que você é!”
- “É isso que você é!”
- “É isso que você é!”
O que deixa cego e bilíngue
luz do meu sonho
desejo carimbado e fotossensível
instinto mastigado e regurgitado
na face alheia.
Anormal à vida, brindo a mesma
calculista como o mundo
como todo mundo,
menos ao brilho dos olhos
dos poros inteiros,
traçados no paladar
das minhas auto-palavras.
Provavelmente, não me importe com você
esse lugar fede, tem o odor carregado
e estou descontroladamente obsceno
pequeno?
Não, aqui.
Talvez, você nem se importe
nem imagine, nem me mastigue
mas te intrigo, isso é verdade
e sinto, faz toda diferença
dentro da sua singular
vulgaridade.
Uma onda é despertador para os anjos.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Parte íntima e feminina.
Ela soletrou de supetão:
desistir, caminho mais fácil
parando pra pensar, momento cego
intestino grosso do ego, mendigo e estéril
Soul o acabamento do inferno
e vou morrer sorrindo
já estou indo...
-Vem comigo!?-
violento e mau-humorado
palavras certas na hora errada
Ualllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
pichar a vida feliz, humilhar o infeliz
deixe isso sujar mais você,
deixe eu tocar em você com meus dedos de isopor
extremo, extremo, extremo
nãooooooooooooooooooooOoo
abismo!?
nãoooooooooooooooooooooOoo
perfurando o peito, indo lá trás
esquecendo quem é
arte é tudo o que não quero que seja
estranho, minhas pragas estão voando
meu tédio está chegando
ele já abençoa esse bombardeio molhado
#%%^&()O_+)(*&^%#$##%^&()(
Quer mais!?
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
1 corpo + 1 alma= amor.
Na luz baixa, o sentimento brilha. Com olhares coloridos a mais bela intensidade atravessa as duas almas, já ébrias e contaminadas de amor. Entrelaçados num nó que tão juntos se tornam um só, entre toques e sensações explodem. Um dentro do outro.
De caminhos improváveis, nasce a paixão, de destinos intocáveis que mudam o rumo e alinham destinos ela cresce, como uma flor. E daí pra frente não sobra nada além de amor. Nada.
Basta um vôo da imaginação para um encontro com precisão e um refluxo bom entre o estômago e o coração. Longe, a espera aumenta a vontade, a imaginação não basta, o corpo já não suporta e grita como o verso mais rebelde e sujo, e mesmo assim puro.
O relógio natural vive um inconstante fuso horário, prega peças e alucinações temporais, mas o aroma permanece na pirâmide nasal dos amantes que mesmo longe ainda se mantém ébrios.
A distância é a lembrança de sonhos reais, dos seus estágios românticos favoritos, de músicas e suspiros de entardecer. Um período de reflexão, uma pausa antes da ascensão.
No (re)encontro, os dois corpos se colam e as duas almas dançam. Choque entre o real e a linha tênue da imaginação é a verdadeira poesia do amor. E os dois sabiam que a pureza havia sido feita pra eles.
E viveram felizes para sempre num orgasmo.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Parabólica.
Oh, intervenção gastroeconômica
Oh, peculiares prazeres
Oh, insultos complementares
Oh, pensamentos interestelares
Oh, garagem podreira
Oh, acidente à brasileira
minha cabeça de rock cheia
de rock cheia,cheia de rock
choooque...
é teia de poesia
é dedo leproso na ferida
viagem a vapor
que passa pela espinha
e dedilha a nuca
sem conhecer o nunca
Posso amar, fato comprovado
Posso voar, me sinto abençoado
um céu de peixes, um destilado
Não posso me igualar, sem chance
Sem cheiro, só distância
Meia lembrança é nó na garganta garganta
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Bate cabeça de neurônios.
Sozinho, aqui estou
Precisando me alimentar
E desligar a mente
E expelir a alma
E parecer natural naturalmente
Eletrizante e brilhante
Resquício de fúria e apatia
Sujando as paredes
Com ousadia dá mais bonita
E esquisita
E vagabunda
E boemia
Elegante e enfermo
Vestido com minha melhor falsidade
Sem particularidades,
Igual ao banal
E sem aparência
E pedindo clemência
E daí?
Sim, ela quer dançar
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Bolo alimentar.
fique sedado em frente a TV
entenda sua paranóia
perceba toda sua escória
pense no seu estômago
descendo pela mucosa
no caminho inverso ao esôfago
brinque com sua própria existência
invertendo-se na sua dor
com sarcasmo relaxe as fibras musculares
se toque com precisão cirúrgica
seja um refluxo do que você já foi
dance e se descabele com a música
ela é sua, só sua
comida chinesa amanhecida
fadiga no ar
restos mortais na pia
isso que é vida
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Meio tom acima. (Situação)
A situação está entre nossos dedos,
Olhos vermelhos,
Corpos inteiros deitados no chão
Essa é...
é a situação
Meu sítio de inspiração
Ocorrência da realidade,
Dotado de sensibilidade
Sem paciência,
Quero você
Quero a violência...
Nua e crua...
Heeeeeeeeey!
Mais próximo, uma arma branca
e um sentimento vermelho
no espelho, dois de mim
Essa é...
é a situação
Meu sítio de inspiração
Viver sem você é errar o caminho
Alma espancada
Alma espancada
Alma espancada
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Obrigado por me limpar.
Soul groove e não abro
Soul metalinguagem pura e não me seguro
Soul eu em mim mesmo
De novo, a mesma coisa
Porra...
É engraçado,
Quando penso na morte, fico mais perto do céu
É surrado,
Única, seus costumes não tem véu
É remédio,
Mel, só você tem, mel
Sangue no chão de porcelanato
Dentro da sua visão
Vejo o abstrato
E me sinto menos anão.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Ordenhe-me.
Vasculhandonotempoeternamentesensívelentroemsintoniacomaesferapoética
pudetocarasinfôniadaspalavrasmágicaeelassãomaisqueabreviaçõesdospensamentos.
Aquêvocêveioatécá?
Sentindo com os olhos, provoco sensações essenciais a sobrevivência, todo mundo quer alguma coisa e eu quero mais ainda, quando estou nela e com ela.
Abrindo um buraco em mim mesmo, posso ver um horizonte colorido e psicodélico, não é sarcasticamente lindo!? Posso ver minhas palavras viajarem ao contrário pelo meu sistema digestivo e no ventre da poesia-mãe me amamento de renascimento. Soul o feto rejeitado mais feliz do mundo, obrigado.
A reprodução humana ainda me fascina, ela foi o primeiro brinquedo que tive antes de matarem minha infância. Ela voltou, eu sorri. Preciso lhe fazer uma pergunta ou milhares, não sei...me perdi pra não me encontrar. Agora já cresci, fui adotado por um estilo, me transformei em uma mancha corrosiva e explicita, até hoje crio um monstro dentro mim, peludo com as unhas grandes e uma fome enorme de ambiguidades.
Você é a razão e eu sinto dor.
Uma poesia -nunca- deve explicações
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Voxê.
a doença dele é a mais bela que já vi
ela me contagia
mais que minha falta de pigmentação
e cicatrização
Nariz escorrendo e cabeça vazia
suicida de paciência intacta, amo você
amo você, pelo que você não é, você
cara clichê e pensamentos à deriva
vivendo a espreita do ser
você
Em casa, alma machucada.
Na rua, andando de virada.
Nos sonhos, você.
Meu silêncio atravessa os anjos
vociferando, meditando, extraindo
querendo enfraquecer, sem querer
você
As pessoas não me respiram
nunca terei seguidores
um ponto de vista inverso
do verso de você.
Você acredita quando eu digo que “Você é a rainha do meu coração” ?
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Instinto Impulsivo.
Dá pra acreditar na sorte que tenho!?
Preciso de uma amiga tranquila, alguém pra me ninar, pra me acalmar, pra lacrar meu coração na sua auréola e dizer “sim, eu quero”... Tudo tão novo e chocante, tudo tão borbulhante, contagiante e molhado. Encharcado até o pescoço, lambuzado de fluídos vermelhos, gases invisíveis e plasmas ultra-sensíveis, esse Soul eu agora. Tão animal como deveria ser.
Fui levado pra longe, aonde minha poesia não é mais primeira pessoa, é sim, primavera. Linda, leve e rosada. Na minha cabeça só passam constelações e, melhor ainda, é poder tocá-las lentamente como alguém que realiza o seu último desejo. É como formular o infinito, é definitivamente o infinito.
Olhe pra mim, você sabe que quero conseguir, você sabe que essa porra é o que eu Soul. Desnudo e medroso, viciado em estar...em estar aqui... transformando a realidade com pingos de sonhos, mesmo que em silêncio. Acredite.
- Mamãe, estou tão feliz porque encontrei meu brilho diário e isso não acaba, não acaba nunca.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sistema Circulatório.
anárquico e nos braços do caos
nu e nulo, carne e osso, anemia, alma e coração
vomitando estrelas e uma triste e bela sensação
esperando e inspirando o resto
de resto, eu...
Não existo, não faço parte
vou me desintegrar
parafrasear,
mutilar sensações em poesias
heresias, amo vocês
fiquem aqui, do lado negro do meu peito
Para onde os vivos que morrem em vão, vão!?
Nos meus sonhos precipícios e precipitações
terceiras e quartas dimensões, imensidões unificadas
cheiro de uréia carregado e o metabolismo acelerado
minhas poesias, minhas hemorragias
simples assim...
Gritar até explodir, é divertido, é compreensivo
ver coisas, é emotivo, é autodestrutivo
nariz escorrendo, é engraçado, é poético
assim seja...
Ela me marcou com seu sangue.
E semeie-a nas minhas leves lágrimas.