quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mútua.

Abrace-me, minhas lágrimas vão nutrir você

Toque-me, não estou de mau humor

Sinta-me, soul uma sensação

Agrida-me, soul o melhor em sentir dor

Plagie-me, viaje nessa direção


Voadoras imaginárias passam pela minha cabeça

Aquele garotinha emburrada e amargurada

Esquecida no banco do carro

Por alguns segundos moldada de segundas feições


Seus pensamentos em forma de corrimento

Melados, tocantes e mirabolantes

Num vai e vem gostoso e proibido

Úmido e não humano

Prazer que toca o tutano


Dedos em doses de desejo

Gemidos de violência

Colapso mental,

O frescor demência

Amena, agrada e deleita


Mais forte que suas pálpebras

Alma que rega o corpo

Escopo de felicidade.


A vida começa agora.

4 comentários:

  1. visceral. Como sempre.
    Poesia ou música? :)

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  2. "Por alguns segundos moldada de segundas feições"
    Gênio.

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  3. A vida do poeta nunca acaba. Continue, amigo. Muito bom. Abraços.

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