terça-feira, 10 de novembro de 2009

Qualquer coisa entre o Céu e o Infinito.

A natureza se modifica, mas nunca deixa de funcionar em sincronia. Os barulinhos dos matos, o cantar dos grilos , a lagoa, especialmente ela, essa vida que me invadiu nessa manhã de sábado...

Ao natural, fui posto pra secar. Tudo bem, afinal é verão.

Redobre a atenção. Vou dar uma festa de magia pra você. Os ventos aqui, no presente, estão serenos, as nuvens são alegrias doces no céu mais intenso que eu já senti. És bela, oh Floripa!

Mar-gulho. Dentro “deu”, novos caminhos abençoados.

Parando pra pensar...O vento soy yo. Vou soprar, chegar até o belo caminho da tua afeição, colorido e mágico, estás nos meus intensos devaneios e nos insanos eu-diálogos sóbrios.

(Todos dormem, me torno arte)
Transformação unânime. Morrendo um pouco pra ir além...

Espero o dia chegar, só, com as mariposas. Bêbado de pensamentos sóbrios, copos vazios que enchem a imaginação, churrasco que virou cinza , agora, bomba brisa. Não por isso, sou mais poeta que nunca... Minha entrega é assim, sincera. E me pergunto em voz alta ”como podes tanto amor?”: nós, o seres humanos, tentamos explicar... Em vão. Me vejo só-zinho, pequenino, querendo sentir a dor dessa manhã...

Alguém disse “tu és o cúmulo dos modernistas”... Não sei se hoje, ou amanhã, mas me renovo a cada linha. Acabado, me acabo. Pago sim, o preço por ser poeta. Feito Cobain, me mato, faço-me Faulkner e volto a novela da vida, mas não adianta, esse desejo atolado no palácio da locura torna-se real, animal, canibal de inspiração...

É alegria e tristeza, feito bolsa de valores. (Meu coração)

Matamos um rato a pauladas (foi como no palco), o sangue no chão se confundindo com o malbec e como o sábado que virou domingo, timidamente lindo. Amém.

Morrendo um pouco pra ir além...Fumo, fumo, fumo. Bebo também. Drogo-me com a minha estérica ação, milhares de pensamentos e solos de guitarra. Falo-me, só, com sujeira

(Engane alguém com o seu talento. O meu, eu vendo a prazo e ainda gozo.)

Pois bem, longe do capitalismo, faço amor comigo mesmo. E num mundo de criança, amamos e nada mais. A vida é feita pelas belas coisas simples, assim como a prosa que sei o desenho decór e agora você também.

Como é prazeroso, ébrio, se entregar. Mesmo triste e sem pretexto, esse texto me fez. Alguém e outrem igual a todo mundo.

De pulo em pelo, pelas nuvens, rotulo os anjos e formulo o infinito.
A poeisa faz fácil, beijar o céu e amar o impossível...

4 comentários:

  1. O começo do texto, onde vc fala "redobre a atenção" me fez lembrar desse vídeo:
    http://www.youtube.com/watch?v=jNVPalNZD_I&feature=youtube_gdata
    Veja como tem a ver.

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  2. Quiseste expor teu coração a nu.
    E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio.
    Ah, pobre amigo, nunca saibas tu
    Como é ridículo o amor... alheio!

    Mário Quintana

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  3. último paragrafo, um primor.

    mto bom

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  4. A poeisa faz fácil, beijar o céu e amar o impossível...
    os barulhinhos silenciosos que dao magia a vida!

    Que tudo!! a poesia faz facil se tornar possivel tudo que achamos impossivel!
    arrepiou ....senti alegria e tristeza..feito bolsa de valores...mas melhor q isso feito uma escola de samba tocando em alto bom ton e acelerando as batidas do meu coracao...

    Bravo! sensacional ! Fantastico!

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