terça-feira, 17 de julho de 2012

A cidade e suas lágrimas de papelão.



Pensei crônica, mas veia poesia
Num estilo contemporâneo sujo
Na noite engraçada para sofrer todo dia
Atingindo o Planeta E-go
Bombando – explodindo de dentro da fora
Criando versos estáticos com meus destroços flutuantes
E percebendo o grande erro que fui
Em pedaços - aos prantos

Chuva de Woody Allen mascarado - ó lá, fera!
Não sou eu mesmo – mais do mínimo
A cada cigarro mais perto desfecho social
Arrotando Jack Daniels e ironias de confusão mental
Brincando de infinito numa noite estrelada  
Sendo apenas um pedaço do que eu costumava ser
Este e esse soul eu

Analisando pingos de velas em quadros completos
E pensando: ‘nunca mate um momento de inspiração’
Por favor.

A música desperta num acorde
Viajamos dentro das células da fragilidade
Alice in Chains na velocidade da luz
Amigos e ideias radicais sobre a mesa  
Conhaques ilusórios são as doses da minha verdade
E más intenções tingem teu nobre sangue podre

A cidade e suas lágrimas de papelão
Ela me toca com lábios de fumaça
Respira sadismo e fome num vai e vem gostoso
Me balança para dentro e para fora da realidade
Mais do que complicado perceber
Que tudo isso me deixa muito mais estúpido
Uma mistura de espera com vontade de correr

Pichações são a minha agenda de recados
Na janela do circular vejo o mundo rodar
Agradeço a santos e impuros por existirem                      Penso nas fotos que não tirei

Uma lágrima escorre pelo rosto - está chovendo.

2 comentários:

  1. Um brinde ao belo poema! É isso aí, Léo! Poesia, porra!!!

    ResponderExcluir
  2. Me tirou do eixo e é assim, às vezes, que é bom de ser.

    ResponderExcluir